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22 fevereiro 2012

Um choro, um desabafo.



Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Estar longe de você dói. Sabe o que é? Eu já acostumei a ficar com você o dia inteiro, e ir dormir sabendo que você está no outro quarto, e acordar você com um beijinho. Mesmo que isso só tenha durado uma viagem, quatro dias para ser mais específica, mas me acostumei. Te beijar a hora que eu quisesse, e te abraçar e conversar com você sempre. Porém, agora, isso não vai mais acontecer.
A questão não é ter me acostumado, mas é saber que vamos ficar longe por mais muito tempo e eu não sei quando vou poder te ver de novo. Porque vamos começar a correria e não teremos mais tempo para nada, e isso me machuca muito. Não queria pensar nisso, mas é inevitável.
Eu só queria poder estar com você a todo minuto e poder te dizer “eu te amo” toda hora. Mas um dia vou poder fazer isso de novo, assim como essa viagem. Vou poder ficar com você e acordar com você. Eu te amo demais, meu nego.

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