Trancar
o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói
morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Estar longe de você dói. Sabe o
que é? Eu já acostumei a ficar com você o dia inteiro, e ir dormir sabendo que
você está no outro quarto, e acordar você com um beijinho. Mesmo que isso só
tenha durado uma viagem, quatro dias para ser mais específica, mas me
acostumei. Te beijar a hora que eu quisesse, e te abraçar e conversar com você
sempre. Porém, agora, isso não vai mais acontecer.
A questão não é ter me
acostumado, mas é saber que vamos ficar longe por mais muito tempo e eu não sei
quando vou poder te ver de novo. Porque vamos começar a correria e não teremos
mais tempo para nada, e isso me machuca muito. Não queria pensar nisso, mas é inevitável.
Eu só queria poder estar com você
a todo minuto e poder te dizer “eu te amo” toda hora. Mas um dia vou poder
fazer isso de novo, assim como essa viagem. Vou poder ficar com você e acordar
com você. Eu te amo demais, meu nego.
0 comentários:
Postar um comentário